O Skipper do +Bravíssimo, Jens Olav Ulfeldt, passou para a Comunicação do RGYC que a previsão para o veleiro chegar em Colônia do Sacramento é às 6h da manhã desta quinta,13. Jens e o tripulante Tiago Ferreira já estão a 54 milhas do seu destino.
A tripulação que correrá o Rolex Circuito Atlántico Sur 2022 espera os dois em Colônia para assim esvaziarem o barco tirando os materiais desnecessários para a regata. Esses serão levados a Punta del Este em um veículo alugado.

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O +Bravíssimo sairá de Colônia na madrugada do dia 15 para percorrer 20 milhas até Buenos Aires e largar na regata BsAs-Punta, primeira regata do Rolex Circuito Atlántico Sur 2022.

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Em entrevista recente a Comunicação do RGYC, o Skipper respondeu alguns questionamentos interessantes.

.(RGYC) Como foi a descida do Espirito Santo até o Rio Grande do Sul?

(Jens Olav Ulfeldt ) De Vitória até Florianópolis o barco navegou com outra tripulação, mas pelo que soube vieram sem maiores problemas. Devido à situação da pandemia houve um período de dúvidas se o campeonato se realizaria e aliado às frentes frias o barco ficou retido na capital catarinense e isso fez com que o tempo disponível para aquela tripulação completar a viagem até o Uruguai ficasse escasso, sendo este o motivo da troca de tripulação.

.(RGYC) O que vocês acharam das águas gaúchas?

(Jens) Eu já estive por aqui algumas vezes e gosto muito destas águas. A Lagoa dos Patos é um “mar” desafiador e fascinante, cheio de lugares que merecem ser visitados pela beleza cênica e aspectos históricos.Já o lado oceânico demanda preparo tanto do barco como da tripulação e atenção à meteorologia, que determina quase tudo no planejamento da navegação.

.(RGYC) Como foi a entrada pela Barra do Rio Grande? O que vocês acharam?

(Jens) Entramos no início da noite de 31 de dezembro com vento NE moderado. É sempre um prazer especial entrar aqui e subir o canal até o clube. Já  estive aqui algumas vezes e já conhecia o caminho mas demanda muita atenção pra quem é recém chegado.

O Tiago está fazendo a segunda viagem oceânica comigo. Já mostrou que tem “sal nas veias”, aprendeu a velejar em monotipos quase que sozinho e atualmente tem um clube de remo (canoa havaiana) em Vitória e ensina a seus clientes uma técnica para remar que já demonstrou resultados em competições.

.(RGYC)Há quantos anos trabalhas como Skipper?

(Jens) Eu velejo desde 1979 e é minha atividade profissional desde os 19 anos de idade. Também trabalhei em outras atividades no ramo de serviços com navegação comercial, portuária, alfandegária e mecânica. Mas quando me perguntam com quê eu trabalho eu respondo que é sempre com “vontade de velejar”!

O RGYC deseja bons ventos as tripulações e um lindo resultado no Rolex Circuito Atlántico Sur 2022.

 

Assessora de Comunicação RGYC  e Jornalista: Mirela Pinho (MTB/RS 14.204)