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18/04/2010 - Velejada do Veleiro Colobri pela Lagoa Mirim

Depois de sonhar muito com esta viagem, finalmente chegou o grande dia da partida.
Sexta feira dia 26 de março partimos do Rio Grande Yate Club por volta das seis e trinta da manhã, depois de uma bela janta no Colibri e dormir a bordo. Teríamos como meta dormir no Sangradouro, e o problema maior seria passar na barragem das quatorze horas, senão só as dezessete horas, perderiamos muito tempo esperando .
Saímos a motor até o Balizão do Norte, fazendo o canal Miguel da Cunha ,cruzando com a lancha de São José do Norte com o pessoal que vem trabalhar em Rio Grande .
No Balizão levantamos as velas e desligamos o motor, vento sueste e água de vazante, pelo menos o vento era muito bom para nós. Chegamos a barra de Pelotas e entrando o canal, ligamos o motor para ajudar pois tinhamos necessidade de chegar a barragem a tempo.
Passamos o Veleiros Saldanha da Gama direto, a ponte abriu a uns duzentos metros antes, ai fiquei contente pois estava funcionando, agora era só a barragem que me preocupava .
Chegamos a barragem em torno de treze horas, paramos na margem direita do rio em umas barrancas muito legal o Pinguinho aproveitou para um pit-stop e caminhar um pouco, a Maria Teresa fez o almoço e eu de babá do Pinguinho.

Almoçamos e ficamos esperando abrir a barragem ,chegando a hora fomos direto para entrar, manobras perfeitas mesmo com bastante vento, essa minha tripulante está muito marinheira nas manobras sozinha amarrou os cabos e me perguntou se estáva safo, fiquei só olhando do timão .
Assim que passamos, levantamos as velas e desligamos o motor e com toda a correnteza rendia bem o barco .
Depois do Piratini começou a escurecer na altura do quebra bunda, ali o vento vira de proa na curva do rio, ai ligamos o motor e arriamos a genoa, passando pelo lado mais largo da Ilha Grande e da Ilha Pequena, chegando ao Sangradouro em torno de vinte e três horas. Dormimos na Sanga do Mosquito, cada vez pior de mosquito pois é um ataque fulminante. Os danados! conseguem alguns passar pela tela e fazer uma balburdia dentro do barco ,só mesmo com repelente pros bichinhos se acalmarem .
Sábado dia vinte e sete amanheceu e dormimos mais que o beliche, pois eram oito horas quando providenciamos de levar o Pinguinho para um pit-stop, consegui uma barranquinha na boca do São Gonsalo com a Merin, procurei entrar bem devagar e de proa na correnteza violenta, mesmo assim tive que descer e levar o cão velejador até terra, o intrépido, saiu nadando e saiu da barranca uns dez metros por causa da correnteza.
Enquando fazia suas necessidades o barco mesmo com uma âncora para fora, encostou de leme na barranca, virou de popa na correnteza e apertou de contra a barranca, preso só pelo leme eu empurrava ele de proa para fora, mas estava muito fundo, só com o leme trancado e ele voltava mesmo dando motor, não conseguia sair, por sorte um bote ia saindo da Sanga do Mosquito e veio e me puxou a proa para fora... saiu na mesma hora... tão fácil como entrou . Seguimos entrando no Sangradouro, eram nove e meia, vento sueste às vezes leste, dava uma orça boa. Desligamos o motor e fomos até o Salso na boa...de lá rumamos para a Ponta Alegre com o vento despertando muito bom, na altura da Ponta Negra é chato o mar que faz naquela região, a Maria Teresa estava no timão e eu dentro da cabine, quando ouvi um estouro pensei até no mastro... mas foi uma onda só que estourou no costado, vôou geladeira...eu estava com um copo de água na pia saiu que era um foguete, mas foi só o susto, pois a Maria Teresa nem se abalou... só me disse que essa tinha sido grande e seguiu seu rumo. Passamos pela Alagada do Juncal com mais três wpts do amigo Roberto Couto, não baixou de três metros, muito bom e chegamos as dezoito horas na barra do Jaguarão, onde o Roberto Couto e a Maria Teresa dele nos esperavam com o Macanudo, foi o encontro das Marias Teresas na barra do Jaguarão.
Conversamos um pouco e fomos arrumar um pouco a bagunça, mas antes descemos o Pinguinho na praia para procurar o monstro da Lagoa .
o Pinguinho encontrou só a ossada ehehehe...o amigo Roberto também fez a gentileza de conseguir uns pesos para mim, é a primeira vez que vejo um "banco flutuante" eheheheh...muito obrigado por mais essa força Couto .
No domingo dia vinte oito saímos por volta das sete horas rumo as ilhas passando pela alagada do Juncal entre a Ilha Brasileira e as Uruguaias, passamos com três metros de água, cruzamos a ponta Rabotieso em cima do banco pertinho da margem e rumamos para o Cebollati, entrando a barra às quatro horas. Fundeamos na prainha da ilha da barra em frente a ilha da Rata, um lugar belissimo, a popa do barco fica a um metro da areia muito fundo. Passamos o resto da tarde tomando banho e tomando chimarrão.
Passamos a noite ali mesmo. Segunda feira dia vinte e nove saímos rumo a Charqueada subindo o Cebolatti um dos rios mais bonitos da Merin. Ainda tem gente cortando lenha e fazendo carvão e levam para o pueblo remando em seus pequenos botes como a cinquenta anos atraz.
Chegamos lá e almoçamos ao lado da Cooperativa de pesca, fizemos compras, visitamos amigo e desfrutamos o resto do dia ,com um cais bem alinhado, com água e luz. A noite teve apresentação do festival de folclore pois escutávamos tudo lá do barco, para nossa surpresa terminando o festival, começou o batidão com um som que chegava a retumbar dentro do barco isso foi até as três da manhã... orelhas ardendo, embora soubemos depois que na noite anterior tinha ido até as cinco horas .
Tu podes acreditar que saímos para descansar e essa porcaria estava lá para pertubar. Na terça feira, dia trinta fizemos compras, estoque de gelo e saímos em seguida , na Prefeitura Naval demos entrada e saida ao mesmo tempo, pois o lugar é maravilhoso, mas outra noite de baile ao ar livre eu não iria aguentar .
Na saída, na primeira curva do rio encontramos com o pessoal de São Lourenço e o pessoal do Sava de Porto Alegre estavam chegando para abastecer os barcos .
Saímos rumo a barra como destino pra fazer um churrasco no Taquari, começando a retornar da viagem, pegamos um dia maravilhoso com calma, por isso motoramos esse trajeto até o Taquari, chegando a noite por volta das dez horas. Encontramos na prainha dentro do Taquari o Rebojo do amigo Pires com o Vêras na tripulação mais o Tiquinho, o cachorro velejador do Vêras, e o amigo Pépe com o Miura, amarrado a popa. Gritamos o nome deles e apareceram no barco para nos saudar .
Seguimos em frente e entramos no canal do Fossati, arrumamos uma barranca para o Pinguinho fazer seu pit-stop .
Pela manhã do dia trinta e um, saímos caminhando e fomos até o levante chimarreando, o Pinguinho brincando com os quero-quero. Passamos pelo barco do amigo Serpa, o Aquarius, que estava mais acima e fizemos mais tarde um belo churrasco ali no canal . A tarde fomos subir até o hotel fazenda da Catumbeira, conseguimos chegar a uns cem metros do cais, tinha tanto aguapé que não deu para ir adiante, com isso entupiu a bomba d' água e eu tive que mergulhar para tirar muito aguapé da quilha e leme. Falamos com o adiministrador e nos contou que o canal encheu de aguapé, mas que qualquer coisa que precisa-se era só pedir, muito amável a pessoa essa, me contou que o outro hotel fazenda não era mais do Fossati, portanto o canal deve mudar de nome e que o hotel deles estava com cinco suítes prontas, que faltava só detalhes para inaugurar .
Saindo dali pelo meio dos aguapés com dificuldades fomos para a prainha da barra, onde encontramos com o Rebojo, o Miura e depois o Couto chegou com o Macanudo. Passamos a noite ali juntos. Pena que ali ao passar as cadeiras de praia para o barco deve ter caido na água, e não vimos, nossa preciosa máquina fotografica...nos damos conta no outro dia quando fomos tirar fotos do pessoal, que tristeza... me acompanhava há vários anos... uma relíquia.
Na quinta dia primeiro saímos do Taquari eu e o Rebojo, fomos saudados pelo amigo Serpa, comandante do Aquarius, no seu avião dando uns rasantes onde estavamos um ótimo aviador, trabalha com pulverização e turismo. fomos até a alagada do Muniz, juntos, de lá o Pires rumou para a barra do Jaguarão e eu para a barra do Juncal por cima da alagada do mesmo nome ,chegando lá as cinco horas ficando na barranca em frente a choupana.
Ah! não deu outra...teve banho geral! aí até o Pinguinho entrou nessa .
Na sexta- feira santa dia dois saimos rumo ao Sangradouro com a Lagoa que era um espelho, vento muito fraquinho mas no motor tudo anda, na altura da Ponta Alegre começou a ficar feio o céu e também em frente ao Gamela. Viamos raios caindo ao longe, nessa altura tivemos a grata satisfação de passar pelo comandante Arilson no Tché dele com um amigo ,entraram ou no Gamela ou na granja Quatro Irmãos de onde estávamos não deu para ver. Entrando no Sangradouro por volta das dezessete horas rumamos direto a Santa Isabel para comprar gelo e nos abrigar, pois estava bastante feio, a chuva e os raios cada vez mais perto. Entramos no canal que fizeram para os pescadores, ali mesmo estava cheio de botes abrigados é muito fundo. Encostamos na barranca de proa e o barco não encalhava, muito bom esse lugar. Sai para buscar o gelo e cheguei com chuva ai o caldo caiu forte e o vento também, passamos a noite ali bem abrigadinho .
No sábado pela manhã saímos a vela e navegamos todo o São Gonsalo a vela com um belo ventinho ,encontramos amigos na Ilha Grande e no través do Piratini encontramos o pessoal de Tapes ,o Adriana e o Chop-Chop. Chegamos ao Saldanha da Gama as quinze e trinta horas com o tempo enfeiando de novo e dito e feito choveu toda a noite. No domingo dia quatro de abril saímos para a última etapa da viagem, foi ai que encontramos o "monstro da lagoa" que trajeto bem sem vergonha, até a bifurcação tudo bem, dali em diante vai complicando vento de proa e correnteza contra e bota vento nisso.
Pelejamos das nove e meia da manhã e chegamos ao RGYC as seis da tarde todos molhados, cansados e tendo que manobrar no clube só eu e a Maria Teresa pois nosso box estava ocupado, tivemos que colocar em um lugar que deu bastante trabalho e não tinha ninguém para alcançar um maldito cabo.... ai eu pergunto onde estava o "monstro da lagoa" exatamente nesse trajeto. E assim foi mais uma velejada do velho Colibri e sua tripulação. Vamos ver qual vai ser a próxima .

Texto de Newton Ribeiro

Vaja as fotos acessando: http://www.vetorial.net/~kiko/PasseionaMerin/

 
   
30/03/2010 - RGYC - Belo como a natureza !!!

Fotos e texto de abertura enviados por Paulo Rodrigues

fotos de 27 de Março de 2010.

 
   
24/02/2010 - Velejada do Veleiro Colibri ao 43° Encontro da Vela
Fotos enviadas pelo Comandante Newton Ribeiro (Veleiro Colibrí) em velejada para o  43° Encontro da Vela em São Lourenço do Sul.
http://www.vetorial.net/~kiko/EncontrodaVela2010/seucletocontandosuasexperienciasnalagoadospatos.html
 
   
23/10/2008 - Veleiros Colibri e Guapo no Rio Cebollati - Uruguai

Veleiros Colibri e Guapo no Rio Cebollati - Uruguai. Fotos enviados pelo Cmte. Newton Ribeiro

 
   
13/10/2008 - Rio Jaguarão

Mensagem enviada pelo Cmte Newton Ribeiro, do Veleiro Colibri. "Saímos de Jaguarão, no sábado rumo a Ilha do Bráulio, a navegada estava muito boa. À noite os amigos Roberto Couto, Vice-Comodoro do Iate Clube de Jaguarão e o Cmte. Pires e esposas fizeram um churrasco com carne da fronteira acompanhando o belo luar. Agora estamos nos preparando para o Rio Cebollati, sairemos nesta sexta-feira, dia dezessete e o retorno no domingo, por terra, para Jaguarão. Então, pegaremos os carros para voltar a Rio Grande e os barcos ficarão em Charqueada para fazer a próxima etapa. Abraços Cmte. Newton Ribeiro"

 
   
02/10/2008 - Plataforma P53

Fotos da saída da Plataforma P53 no Porto do Rio Grande.

 
   
11/09/2008 - Obras e Melhorias

O RGYC, sob o comando do Comodoro de Patrimônio incia suas obras para a temporada 2008/2009.

 
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